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Offroad Costa Vicentina | Yamaha T7 (Montijo - Sagres) Regresso por E.N.

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Trail stats

Distance
382.58 mi
Elevation gain
15,338 ft
Technical difficulty
Moderate
Elevation loss
15,397 ft
Max elevation
843 ft
TrailRank 
41
Min elevation
-4 ft
Trail type
One Way
Time
12 hours 33 minutes
Coordinates
35362
Uploaded
August 16, 2022
Recorded
August 2022
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near Atalaia, Distrito de Setúbal (Portugal)

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Itinerary description

NOTA:
Recomendo a visitar o site Terra Pirata e efetuar o registo para obter o track atualizado e com informações importantes dos waypoints.

DESCRIÇÃO DA AVENTURA:

Estava determinado a fazer o track Southwest Coastline da Terra Pirata e quando se dizem estas coisas nos grupos com malta aventureira é quase impossível não haver mais uns quantos cheios de vontade de acompanhar.
Foi assim que o João Medeiros se juntou a mim na sua WR250 neste passeio épico de 600km até Sagres pela Costa Vicentina.

Reunimos na BP do Montijo para abastecer às 6h, e depois do briefing fizémo-nos à estrada até Alcácer do Sal para entrar no percurso do canal de aproveitamento hidro-agrícola do vale do Sado até ao Cais Palafítico da Carrasqueira. Só por si este pequeno percurso com vistas para o rio e mais à frente a expandir para o Estuário do Sado já valia a pena mas estávamos só no início de uma grandiosa aventura...
Normalmente apanha-se o Ferry em Setúbal mas optámos por sair mais cedo e dar a volta para nos adiantarmos porque só existe travessia a partir das 7h30 ao sábado. Com isto já começámos com 100km de aquecimento e numa secção de areia junto ao canal deu para fazer o pré-treino do Gasoduto que iria ser provavelmente o maior desafio do dia com km's e km's de areal denso.

O track propriamente dito tem início no Museu do Arroz na Comporta mas entrámos 1km mais à frente junto à bomba da gasolina para atestarmos e evitar voltar atrás.
Tudo muito simples até ao Carvalhal mas de seguida e antes do Gasoduto existe uma zona que exige algum cuidado com o terreno muito acidentado. É de evitar ir largado para não correr riscos a enfiar a roda nalgum buraco maior que nos desiquilibre. Quando chegamos à reta do Gasoduto a primeira impressão é: onde é que está o raio da areia?!... bem, é só andar um pouco mais adiante que ela está TODA LÁ! T-O-D-A
Não achei assim tão difícil percorrer este troço confesso, apesar de estar um pouco apreensivo por ser a minha estreia ali. A T7 com estes pneus é um bicho bastante capaz (Metzeler 6 Days Extreme na frente e Mitas Sport Extreme atrás) e dificilmente me deixam sem controlo quer a curvar quer em aceleração ou travagem.

Saindo do gasoduto - zona onde tem de se dar GÁSSSS - entramos numa área mais divertida e descontraída por onde nos vamos enrolando no percurso até Melides, passando por uma pequena ribeira (no verão é pequena, no inverno talvez nem tanto) próximo à Lagoa de Santo André, uns bons km's à frente voltamos a ver a água pela parede da Albufeira de Morgavel e quando damos por nós estamos em Porto Covo onde já se sente bem a brisa do mar.
Nesta zona pensamos que finalmente a coisa vai ser aquilo pelo que viémos - percorrer a costa - mas ainda é só um cheirinho a mar porque nos afastamos novamente rumo a Milfontes pelo interior. Onde a coisa realmente nos faz ficar de queixo caído é mais lá para baixo na zona do Cabo Sardão onde vamos de mão dada com o oceano pelas falésias. São cerca de 5km que fazem valer todo o percurso até ali. Mas calma que há mais e melhor lá mais para baixo, vão continuando o track que a coisa fica melhor!!!

Não fiquei muito fã da ligação a partir da Zambujeira mas a chegada a Odeceixe apimenta a coisa com uma descida técnica em rochas que nos obriga a abrandar bastante para descer controladamente... o que é difícil com uma vista tão fixe lá para baixo quando a curva abre e nos dá esse vislumbre.
A partir daqui foi a maior diversão do percurso, curtimos mesmo imenso nesta zona toda em que o piso era bem compacto mas com algum cascalho e gravilha em zona serrana que se tornou num carrocel muito apetecível quase até Algezur.

A poucos km's desta vila houve um enorme contratempo - um pinheiro caído no trilho. Aqui valeu a persistência de ambos a deslocar a metade mais leve da copa do pinheiro o suficiente para poder passar as motas uma a uma. Não foi tarefa fácil pois ainda era um tronco considerável e parte dele continuava no solo e perpendicularmente ao trajeto obrigando a levantar as motas, curvá-las num espaço mínimo com os cárteres assentes no tronco partido o que fazia a roda de trás ficar suspensa e sem tração. Comecámos pela T7 porque não somos gajos de começar pelas coisas fáceis e depois a WR mais leve e já com a tarefa estudada praticamente nem deu luta a transpôr.

Estando a dois passos de Algezur foi ótimo porque deu para descansar, abastecer as motas e a nós próprios com uma cerveja fresca porque o calor fez-se sentir por instantes, não estivéssemos nós em Agosto. Por sorte do destino, apesar de estarmos na pior época para realizar esta aventura, começámos por levar com uma chuvinha matinal antes do sol nascer e a temperatura média do dia manteve-se nos 24ºC registados no GPS. Uma agradável coincidência porque caso contrário íamos ficar exaustos e desidratados rapidamente

Continuámos pelo carrocel de Algezur e o queixo voltou a cair quando passámos pela Carrapateira porque é outra zona que nos faz querer mandar a mota pela falésia para dar um mergulho mesmo ali com aquela vista lindíssima! São mais uns belos km's de puro deslumbre com olhos postos no mar.
Estávamos perto do final e já sabia que ia haver um último desafio. Todas aquelas paisagens nos distraíram o suficiente para nem sequer pensar na subida para onde nos aproximávamos e realmente era intimidante à primeira vista mas não ficámos com as motas no descanso a olhar para lá. Foi engatar a primeira, enrolar punho na T7 e toca a trepar.
Com o piso seco e solto tive de dosear a potência para evitar patinar e depois do primeiro patamar a coisa complicou-se com o desnível em offcamber para a direita imediatamente a seguir à curva à esquerda que nos empurra para fora da linha ideal. Assumi que com o peso da mota e com o estado do piso a coisa se encaminhava mesmo para a parte pior da subida onde faz um pequeno rego e quando lá estava olha, teve de ser como manda a tropa: desenrascar-me. Punho firme, gás e subir o resto até lá acima.

A secção final do percurso até Sagres foi bastante rolante e agradável sem sobe e desce constante, dando para descomprimir da fadiga acumulada até ali que nem foi assim tanta quanto esperava. Deu para fazer o regresso a casa em 3h pela nacional e chegar a tempo do picnic em família. Totalizámos o dia com 600km no rabo das 6 da manhã às 6 da tarde.

Em suma: a chuva em Agosto foi totalmente inesperada e soube bem dar início à aventura pelo fresquinho. O terreno apesar de seco estava porreiro e sendo nós apenas dois pilotos, resultou num andamento constante em ritmo moderado e mesmo quando me enganava na navegação as correções eram rápidas.
Era o único com GPS portanto cheguei ao Algarve sem sequer parecer que fiz offroad, já o coitado do João parece que saíu do meio de uma tempestade no deserto...
As nossas motas comportaram-se lindamente sem avarias e sem se negarem a nada.

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